População microbiana em Latossolo Amarelo e Terra Preta Arqueológica na Estação
Científica Ferreira Penna, Floresta Nacional de Caxiuanã, Município de Melgaço, Pará
http://www.museu-goeldi.br/semicax/CCTE_002.pdf
Limitações nutricionais para o cultivo de açaizeiro em latossolo amarelo textura média, Estado do Pará1
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-29452004000200052
RESPOSTA DO ARROZ À ADUBAÇÃO NITROGENADA EM
LATOSSOLO AMARELO SOB PASTAGEM DEGRADADA DE
PARAGOMINAS – PARÁ.
http://www.cnpaf.embrapa.br/publicacao/seriedocumentos/doc_196/trabalhos/CBC-TRAB_111-1.pdf
Seqüência Latossolo Amarelo - Podzólico Amarelo - Areias Quartzosas sob material da formação barreiras na região de Tucuruí, estado do Pará
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-90161994000200022
Zoneamento em Área Submetida a Diferentes Impactos
Antrópicos na Amazônia Oriental
http://marte.dpi.inpe.br/col/sid.inpe.br/deise/1999/02.08.09.47/doc/4_68o.pdf
Efeitos de diferentes usos da terra sobre as características químicas de um latossolo amarelo do estado do Pará1
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0044-59672006000200004
ALTERAÇÕES NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UM LATOSSOLO AMARELO
EM SISTEMAS AGROFLORESTAIS NO NORDESTE PARAENSE
http://www.sbsaf.org.br/anais/2004/pdfs/posters/secao_2/p7_14.pdf
PLANO DIRETOR DO MUNICÍPIO DE TUCURUÍ
http://www.sedurb.pa.gov.br/municipio/tucurui/pedologia_A3.pdf
NÍVEL CRÍTICO DE POTÁSSIO PARA FEIJÃO-CAUPI EM LATOSSOLO AMARELO
TEXTURA MÉDIA DO NORDESTE PARAENSE
http://www.cpamn.embrapa.br/anaisconac2006/resumos/SN03.pdf
Comportamento de atributos físicos de um Latossolo Amarelo sob agroecossistemas do Amazonas
http://br.monografias.com/trabalhos/comportamento-atributos-fisicos-latossolo-amarelo/comportamento-atributos-fisicos-latossolo-amarelo.shtml
Um Manual para a Produção de
Madeira na Amazônia
http://www.manejoflorestal.org/guia.cfm
sábado, 18 de abril de 2009
Paragominas, PA
Paragominas
ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS
HISTÓRICO
O processo de ocupação da área que mais tarde daria origem ao município de Paragominas, está relacionada ao povoamento do Estado do Pará, na década de 50, a partir da abertura de Rodovias e Projetos de Colonização. Foi efetivada com a presença de camponeses, que foram os pioneiros na região, antes da construção da rodovia Belém - Brasília, seguidos pelas primeiras companhias colonizadoras: Colonizadora Belém-Brasília, Colonizadora Marajoara e Cidade Marajoara, que não obtiveram êxito.
Mais tarde, o governo federal divulgou a instalação de uma colônia federal na região, que nunca chegou a se estabelecer, bem como os planos estaduais para a formação de duas colônias naquele território.
Registra-se, também, que antes mesmo da chegada dos camponeses, com autorização do Governo do Estado, especuladores de Goiás haviam penetrado na floresta, ao longo do rio Capim, com o objetivo de efetuar levantamentos e titular terras para compradores de Uberaba e Itumbiara, em Minas Gerais.
Posteriormente, a proximidade da rodovia BR-010 (Belém-Brasília), provocou uma grande procura pelas terras entre proprietários de Minas Gerais e Espírito Santo, além de companhias de especulação de terras de São Paulo, ao mesmo tempo em que camponeses penetravam na região, com o objetivo de enfrentar a competição com os "grileiros", que emitiam títulos falsos e os asseguravam, através do uso da força.
Houve uma rápida concentração de propriedades, nesse clima de violência, e as tentativas de colonização fracassaram. Porém, muitos colonizadores, na sua maioria imigrantes, se fixaram na área, de onde nasceu um povoado, que foi se estruturando. Posteriormente, devido a sua progressiva expansão, os moradores pleitearam a emancipação política administrativa daquele povoado.
O Município obteve autonomia em 1965, durante o Governo de Jarbas Gonçalves Passarinho, com a Lei nº 3.235, de 4 de janeiro, formado com área desmembrada de parte do município de São Domingos do Capim e parte do distrito de Camiranga, que pertencia ao município de Viseu.
Paragominas, em 10 de maio de 1988, através da Lei nº 5.450, no Governo Hélio Mota Gueiros, teve sua área desmembrada para criação do município de Dom Eliseu, antigo povoado chamado Felinto Muller, que foi elevado à condição de distrito, passando a se chamar Dom Eliseu.
O primeiro prefeito de Paragominas, Amílcar Batista Tocantins, foi nomeado pelo governo federal.
Sua denominação constitui a abreviação do nome de três Estados: Pará, Goiás e Minas Gerais.
No ano de 1991, o município de Paragominas teve seu território desmembrado, para a criação do município de Ulianópolis, através da Lei nº 5.697, sancionado pelo então Governador Jader Barbalho.
Atualmente, o Município é formado pelo distrito-sede (Paragominas).
CULTURA
A manifestação religiosa que merece destaque no município de Paragominas é a festa em homenagem a Santa Terezinha, que acontece na primeira semana do mês de outubro. Consta de procissão, missa, arraial e parque de diversões.
São realizadas, no Município, outras festas de caráter popular, como a Semana da Seresta, no início de janeiro, organizada pela Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), a Feira Agropecuária, em agosto, e a Feira da Integração, no início de novembro.
As danças típicas do Sul do país predominam nas manifestações de cultura popular, isso se deve ao fato de que sua população foi formada por grupos populacionais diversificados, oriundos das mais distantes regiões do País.
Os artesãos locais, utilizando a madeira, a linha e o sisal como matérias-primas, produzem móveis rústicos, entalhes e vasilhas utilitárias.
As praças da Bíblia e Célio Miranda (antes chamada de Três Corações, em homenagem aos fundadores da Cidade) constituem o patrimônio histórico de Paragominas.
No Município, existem um cinema e duas Bibliotecas Públicas como equipamentos culturais disponíveis.
ASPECTOS FÍSICO-TERRITORIAIS
LOCALIZAÇÃO
O município de Paragominas pertence à Mesorregião Sudeste Paraense e à Microrregião de Paragominas.
A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 03o 00'00'S e 47o 21'30"W gr.
LIMITES
Ao Norte - Municípios de Ipixuna do Pará e Nova Esperança do Piriá
A Leste - Estado do Maranhão
Ao Sul - Municípios de Dom Eliseu, Ulianópolis e Goianésia do Pará
A Oeste - Município de Ipixuna do Pará
SOLOS
Os solos existentes no Município incluem várias associações, a saber: Latossolo Amarelo, textura muito argilosa, Latossolo Amarelo, textura argilosa e Concrecionários Lateríticos; Latossolo Amarelo, textura argilosa, Latossolo Amarelo, textura média e Areias Quartzosas. Há presença de Solos Aluviais e Solos Indiscriminados nas áreas de várzea.
VEGETAÇÃO
A vegetação originária do Município era representada pela Floresta Densa da sub-região dos Altos Platôs do Pará-Maranhão, pela Floresta Densa de Planície Aluvial e dos Ferraços. Entretanto, os constantes desmatamentos, provocados pelo avanço da agropecuária na região, reduziram, drasticamente, as grandes áreas cobertas pela floresta original, dominadas, hoje, por extensas áreas de Mata Secundária (Capoeira nos seus diversos estágios de desenvolvimento).
PATRIMÔNIO NATURAL
A alteração da cobertura vegetal natural em imagens LANDSAT-TM do ano de 1986, era de 24,324%. Contém parte do lado direito da bacia do rio Capim, parte do lado esquerdo da bacia do rio Gurupi. Também faz parte do seu patrimônio natural a Colônia Indígena do Canindé, com área total de 125.000 ha (1.250 km ²) na sua porção mais ao Sul.
TOPOGRAFIA
O Município possui uma topografia onde os níveis altimétricos apresentam pouca variação. Contudo, tais níveis se encontram em cotas mais elevadas que a média dos municípios da Microrregião de Paragominas. A referência que se tem é da sede municipal, onde a altitude alcança cotas aproximadas de 40m. Entretanto, mais ao Sul do Município, essas cotas crescem um pouco mais.
GEOLOGIA E RELEVO
A geologia do Município é representada pela formação de Itapicuru, do Cretáceo, que apresenta arenitos, predominantemente vermelhos, finos, caulínicos, argilitos vermelhos laminados e calcário margoso fossilífero.
Existe, ainda, a presença de sedimentos do Terciário, Barreiras e Quaternários subatual e recente. O relevo apresenta tabuleiros relativamente elevados e aplainados, formas colinosas dissecadas, baixos tabuleiros, terraços e várzea.
Morfoestruturalmente, faz parte da unidade que se convencionou chamar de Planalto Sul do Pará/Maranhão.
HIDROGRAFIA
Existem vários rios importantes no Município. Na porção Sudeste-Nordeste está o rio Gurupi, que separa o Pará do Maranhão. Na sua margem esquerda, aparecem vários afluentes, que se localizam no Município, tais como o Gurupizinho, o Uraim, o Coaraci-Paraná, o Croantá e o Piriá. Em direção oposta, no sentido Oeste, está o rio Surubiju, que limita o município com Rondon do Pará e recebe uma série de igarapés na sua margem direita, que pertencem a Paragominas. O rio Surubiju é, no Município, o afluente mais importante do rio Capim.
O rio Capim é outro curso d'água de maior importância do Município e serve de limite entre Paragominas e São Domingos do Capim. Primeiro possui a direção Oeste-Leste, depois, a direção Norte, até chegar ao paralelo de 3o, onde recebe o rio Candiru-Açu, seu último afluente da margem direita dentro do Município, serra do Tambaú de limite natural com São Domingos do Capim. O rio Uraiam banha a sede do Município a Noroeste.
CLIMA
O clima do município de Paragominas é do tipo mesotérmico e úmido. A temperatura média anual é elevada, em torno de 25o C.
O período mais quente, com médias mensais em torno de 25,5o C, coincide com os meses de primavera no hemisfério Sul, e as temperaturas mínimas diárias de 20o C, ocorrem nos meses de inverno no referido hemisfério (junho a agosto).
Seu regime pluviométrico fica, geralmente, entre 2.250 mm e 2.500 mm anuais.
As chuvas, apesar de regulares, não se distribuem, igualmente, durante o ano, sendo de janeiro a junho sua maior concentração (cerca de 80%), implicando grandes excedentes hídricos e, consequentemente, grandes escoamentos superficiais e cheias dos rios. A umidade relativa do ar gira em torno de 85%.
Fonte: SEPOF-PA
Portal Amazônia
06/02/2007 - KR
http://portalamazonia.globo.com/artigo_amazonia_az.php?idAz=637
ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS
HISTÓRICO
O processo de ocupação da área que mais tarde daria origem ao município de Paragominas, está relacionada ao povoamento do Estado do Pará, na década de 50, a partir da abertura de Rodovias e Projetos de Colonização. Foi efetivada com a presença de camponeses, que foram os pioneiros na região, antes da construção da rodovia Belém - Brasília, seguidos pelas primeiras companhias colonizadoras: Colonizadora Belém-Brasília, Colonizadora Marajoara e Cidade Marajoara, que não obtiveram êxito.
Mais tarde, o governo federal divulgou a instalação de uma colônia federal na região, que nunca chegou a se estabelecer, bem como os planos estaduais para a formação de duas colônias naquele território.
Registra-se, também, que antes mesmo da chegada dos camponeses, com autorização do Governo do Estado, especuladores de Goiás haviam penetrado na floresta, ao longo do rio Capim, com o objetivo de efetuar levantamentos e titular terras para compradores de Uberaba e Itumbiara, em Minas Gerais.
Posteriormente, a proximidade da rodovia BR-010 (Belém-Brasília), provocou uma grande procura pelas terras entre proprietários de Minas Gerais e Espírito Santo, além de companhias de especulação de terras de São Paulo, ao mesmo tempo em que camponeses penetravam na região, com o objetivo de enfrentar a competição com os "grileiros", que emitiam títulos falsos e os asseguravam, através do uso da força.
Houve uma rápida concentração de propriedades, nesse clima de violência, e as tentativas de colonização fracassaram. Porém, muitos colonizadores, na sua maioria imigrantes, se fixaram na área, de onde nasceu um povoado, que foi se estruturando. Posteriormente, devido a sua progressiva expansão, os moradores pleitearam a emancipação política administrativa daquele povoado.
O Município obteve autonomia em 1965, durante o Governo de Jarbas Gonçalves Passarinho, com a Lei nº 3.235, de 4 de janeiro, formado com área desmembrada de parte do município de São Domingos do Capim e parte do distrito de Camiranga, que pertencia ao município de Viseu.
Paragominas, em 10 de maio de 1988, através da Lei nº 5.450, no Governo Hélio Mota Gueiros, teve sua área desmembrada para criação do município de Dom Eliseu, antigo povoado chamado Felinto Muller, que foi elevado à condição de distrito, passando a se chamar Dom Eliseu.
O primeiro prefeito de Paragominas, Amílcar Batista Tocantins, foi nomeado pelo governo federal.
Sua denominação constitui a abreviação do nome de três Estados: Pará, Goiás e Minas Gerais.
No ano de 1991, o município de Paragominas teve seu território desmembrado, para a criação do município de Ulianópolis, através da Lei nº 5.697, sancionado pelo então Governador Jader Barbalho.
Atualmente, o Município é formado pelo distrito-sede (Paragominas).
CULTURA
A manifestação religiosa que merece destaque no município de Paragominas é a festa em homenagem a Santa Terezinha, que acontece na primeira semana do mês de outubro. Consta de procissão, missa, arraial e parque de diversões.
São realizadas, no Município, outras festas de caráter popular, como a Semana da Seresta, no início de janeiro, organizada pela Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), a Feira Agropecuária, em agosto, e a Feira da Integração, no início de novembro.
As danças típicas do Sul do país predominam nas manifestações de cultura popular, isso se deve ao fato de que sua população foi formada por grupos populacionais diversificados, oriundos das mais distantes regiões do País.
Os artesãos locais, utilizando a madeira, a linha e o sisal como matérias-primas, produzem móveis rústicos, entalhes e vasilhas utilitárias.
As praças da Bíblia e Célio Miranda (antes chamada de Três Corações, em homenagem aos fundadores da Cidade) constituem o patrimônio histórico de Paragominas.
No Município, existem um cinema e duas Bibliotecas Públicas como equipamentos culturais disponíveis.
ASPECTOS FÍSICO-TERRITORIAIS
LOCALIZAÇÃO
O município de Paragominas pertence à Mesorregião Sudeste Paraense e à Microrregião de Paragominas.
A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 03o 00'00'S e 47o 21'30"W gr.
LIMITES
Ao Norte - Municípios de Ipixuna do Pará e Nova Esperança do Piriá
A Leste - Estado do Maranhão
Ao Sul - Municípios de Dom Eliseu, Ulianópolis e Goianésia do Pará
A Oeste - Município de Ipixuna do Pará
SOLOS
Os solos existentes no Município incluem várias associações, a saber: Latossolo Amarelo, textura muito argilosa, Latossolo Amarelo, textura argilosa e Concrecionários Lateríticos; Latossolo Amarelo, textura argilosa, Latossolo Amarelo, textura média e Areias Quartzosas. Há presença de Solos Aluviais e Solos Indiscriminados nas áreas de várzea.
VEGETAÇÃO
A vegetação originária do Município era representada pela Floresta Densa da sub-região dos Altos Platôs do Pará-Maranhão, pela Floresta Densa de Planície Aluvial e dos Ferraços. Entretanto, os constantes desmatamentos, provocados pelo avanço da agropecuária na região, reduziram, drasticamente, as grandes áreas cobertas pela floresta original, dominadas, hoje, por extensas áreas de Mata Secundária (Capoeira nos seus diversos estágios de desenvolvimento).
PATRIMÔNIO NATURAL
A alteração da cobertura vegetal natural em imagens LANDSAT-TM do ano de 1986, era de 24,324%. Contém parte do lado direito da bacia do rio Capim, parte do lado esquerdo da bacia do rio Gurupi. Também faz parte do seu patrimônio natural a Colônia Indígena do Canindé, com área total de 125.000 ha (1.250 km ²) na sua porção mais ao Sul.
TOPOGRAFIA
O Município possui uma topografia onde os níveis altimétricos apresentam pouca variação. Contudo, tais níveis se encontram em cotas mais elevadas que a média dos municípios da Microrregião de Paragominas. A referência que se tem é da sede municipal, onde a altitude alcança cotas aproximadas de 40m. Entretanto, mais ao Sul do Município, essas cotas crescem um pouco mais.
GEOLOGIA E RELEVO
A geologia do Município é representada pela formação de Itapicuru, do Cretáceo, que apresenta arenitos, predominantemente vermelhos, finos, caulínicos, argilitos vermelhos laminados e calcário margoso fossilífero.
Existe, ainda, a presença de sedimentos do Terciário, Barreiras e Quaternários subatual e recente. O relevo apresenta tabuleiros relativamente elevados e aplainados, formas colinosas dissecadas, baixos tabuleiros, terraços e várzea.
Morfoestruturalmente, faz parte da unidade que se convencionou chamar de Planalto Sul do Pará/Maranhão.
HIDROGRAFIA
Existem vários rios importantes no Município. Na porção Sudeste-Nordeste está o rio Gurupi, que separa o Pará do Maranhão. Na sua margem esquerda, aparecem vários afluentes, que se localizam no Município, tais como o Gurupizinho, o Uraim, o Coaraci-Paraná, o Croantá e o Piriá. Em direção oposta, no sentido Oeste, está o rio Surubiju, que limita o município com Rondon do Pará e recebe uma série de igarapés na sua margem direita, que pertencem a Paragominas. O rio Surubiju é, no Município, o afluente mais importante do rio Capim.
O rio Capim é outro curso d'água de maior importância do Município e serve de limite entre Paragominas e São Domingos do Capim. Primeiro possui a direção Oeste-Leste, depois, a direção Norte, até chegar ao paralelo de 3o, onde recebe o rio Candiru-Açu, seu último afluente da margem direita dentro do Município, serra do Tambaú de limite natural com São Domingos do Capim. O rio Uraiam banha a sede do Município a Noroeste.
CLIMA
O clima do município de Paragominas é do tipo mesotérmico e úmido. A temperatura média anual é elevada, em torno de 25o C.
O período mais quente, com médias mensais em torno de 25,5o C, coincide com os meses de primavera no hemisfério Sul, e as temperaturas mínimas diárias de 20o C, ocorrem nos meses de inverno no referido hemisfério (junho a agosto).
Seu regime pluviométrico fica, geralmente, entre 2.250 mm e 2.500 mm anuais.
As chuvas, apesar de regulares, não se distribuem, igualmente, durante o ano, sendo de janeiro a junho sua maior concentração (cerca de 80%), implicando grandes excedentes hídricos e, consequentemente, grandes escoamentos superficiais e cheias dos rios. A umidade relativa do ar gira em torno de 85%.
Fonte: SEPOF-PA
Portal Amazônia
06/02/2007 - KR
http://portalamazonia.globo.com/artigo_amazonia_az.php?idAz=637
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Madeireiros destroem posto do Ibama no Pará
BRENO COSTA
da Agência Folha
Depois da apreensão de 19 caminhões carregados com madeira extraída ilegalmente de uma terra indígena, madeireiros destruíram na noite de domingo (23), segundo a polícia, o posto do Ibama em Paragominas (220 km de Belém) e tentaram invadir o hotel onde cinco funcionários do órgão federal estavam hospedados.
A Polícia Militar diz que 3.000 pessoas (o município tem 90 mil habitantes) participaram da manifestação. Na ação, todos os caminhões apreendidos, vindos da reserva indígena Alto Rio Guamá, na divisa com o Maranhão, foram levados embora. Até o início da noite de segunda-feira (24), nenhum havia sido recuperado.
Os veículos estavam carregados com 400 metros cúbicos de madeira, ao todo. A maioria, segundo o Ibama, era maçaranduba, encontrada somente na área da reserva indígena.
No protesto, quatro carros do Ibama e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram incendiados, assim como documentos do órgão federal. Móveis e computadores do Ibama, que funciona em um prédio municipal, foram destruídos.
O analista ambiental do Ibama Marco Antônio Vidal, que coordena a Operação Rastro Negro, de combate à ilegalidades na cadeia produtiva de carvão no Pará desde o fim de outubro e que resultou na apreensão dos caminhões, disse que os manifestantes também tentaram invadir o hotel onde ele e mais quatro funcionários do Ibama estavam hospedados.
Segundo ele, um trator chegou a ser usado para derrubar o portão de entrada do hotel, mas policiais conseguiram impedir a invasão, com o uso de bombas gás lacrimogêneo.
Apesar dos distúrbios, ninguém havia sido preso até o início da noite de ontem. Segundo a polícia, o protesto começou por volta das 19h e só foi controlado quatro horas depois.
O delegado Vicente Ferreira Gomes disse que a polícia de Paragominas não tinha efetivo suficiente para efetuar prisões, dado o número de pessoas envolvidas no protesto.
Segundo ele, a perseguição aos 19 caminhões roubados não foi possível porque os carros da polícia não conseguiam passar pela multidão que tomou conta das ruas da cidade.
Ontem, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) pediu ao colega Tarso Genro (Justiça) o envio de homens da Força Nacional de Segurança a Paragominas --uma das 36 listadas pelo Ministério do Meio Ambiente, em janeiro deste ano, como líder em desmatamento na região da Amazônia.
O envio de reforço ainda não foi confirmado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que coordena as ações da FNS, que já mantém um efetivo no Pará para reforçar a Operação Arco de Fogo.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u471213.shtml
O presidente do Sindicato do Setor Florestal de Paragominas, Mário César Lombardi, que representa 40 madeireiras em funcionamento no município, disse que o ato foi isolado e não teve o apoio do sindicato.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/11/25/presidente_do_ibama_pede_tropas_no_para-586553710.asp
http://www.bahiaemfoco.com/noticia/9601/manifestantes-depredam-escritorio-do-ibama-em-paragominas-pa
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/24/materia.2008-11-24.4802503553/view
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/24/materia.2008-11-24.1794066800/view
http://www.orm.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=384721
http://luishipolito.wordpress.com/2008/11/24/manifestantes-depredam-escritorio-do-ibama-em-paragominas-pa/
http://amazonianamidia.blogspot.com/2008/11/envolverde-ibama-de-paragominas.html
http://www.ecodebate.com.br/index.php/2008/11/25/manifestantes-depredam-escritorio-do-ibama-em-paragominas-pa/
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/24/e241127405.html
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2008/11/24/ult5772u1696.jhtm
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=831252&tit=Manifestantes-depredam-escritorio-do-Ibama-em-Paragominas
da Agência Folha
Depois da apreensão de 19 caminhões carregados com madeira extraída ilegalmente de uma terra indígena, madeireiros destruíram na noite de domingo (23), segundo a polícia, o posto do Ibama em Paragominas (220 km de Belém) e tentaram invadir o hotel onde cinco funcionários do órgão federal estavam hospedados.
A Polícia Militar diz que 3.000 pessoas (o município tem 90 mil habitantes) participaram da manifestação. Na ação, todos os caminhões apreendidos, vindos da reserva indígena Alto Rio Guamá, na divisa com o Maranhão, foram levados embora. Até o início da noite de segunda-feira (24), nenhum havia sido recuperado.
Os veículos estavam carregados com 400 metros cúbicos de madeira, ao todo. A maioria, segundo o Ibama, era maçaranduba, encontrada somente na área da reserva indígena.
No protesto, quatro carros do Ibama e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente foram incendiados, assim como documentos do órgão federal. Móveis e computadores do Ibama, que funciona em um prédio municipal, foram destruídos.
O analista ambiental do Ibama Marco Antônio Vidal, que coordena a Operação Rastro Negro, de combate à ilegalidades na cadeia produtiva de carvão no Pará desde o fim de outubro e que resultou na apreensão dos caminhões, disse que os manifestantes também tentaram invadir o hotel onde ele e mais quatro funcionários do Ibama estavam hospedados.
Segundo ele, um trator chegou a ser usado para derrubar o portão de entrada do hotel, mas policiais conseguiram impedir a invasão, com o uso de bombas gás lacrimogêneo.
Apesar dos distúrbios, ninguém havia sido preso até o início da noite de ontem. Segundo a polícia, o protesto começou por volta das 19h e só foi controlado quatro horas depois.
O delegado Vicente Ferreira Gomes disse que a polícia de Paragominas não tinha efetivo suficiente para efetuar prisões, dado o número de pessoas envolvidas no protesto.
Segundo ele, a perseguição aos 19 caminhões roubados não foi possível porque os carros da polícia não conseguiam passar pela multidão que tomou conta das ruas da cidade.
Ontem, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) pediu ao colega Tarso Genro (Justiça) o envio de homens da Força Nacional de Segurança a Paragominas --uma das 36 listadas pelo Ministério do Meio Ambiente, em janeiro deste ano, como líder em desmatamento na região da Amazônia.
O envio de reforço ainda não foi confirmado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que coordena as ações da FNS, que já mantém um efetivo no Pará para reforçar a Operação Arco de Fogo.
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u471213.shtml
O presidente do Sindicato do Setor Florestal de Paragominas, Mário César Lombardi, que representa 40 madeireiras em funcionamento no município, disse que o ato foi isolado e não teve o apoio do sindicato.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/11/25/presidente_do_ibama_pede_tropas_no_para-586553710.asp
http://www.bahiaemfoco.com/noticia/9601/manifestantes-depredam-escritorio-do-ibama-em-paragominas-pa
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/24/materia.2008-11-24.4802503553/view
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/11/24/materia.2008-11-24.1794066800/view
http://www.orm.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=384721
http://luishipolito.wordpress.com/2008/11/24/manifestantes-depredam-escritorio-do-ibama-em-paragominas-pa/
http://amazonianamidia.blogspot.com/2008/11/envolverde-ibama-de-paragominas.html
http://www.ecodebate.com.br/index.php/2008/11/25/manifestantes-depredam-escritorio-do-ibama-em-paragominas-pa/
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/24/e241127405.html
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2008/11/24/ult5772u1696.jhtm
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=831252&tit=Manifestantes-depredam-escritorio-do-Ibama-em-Paragominas
domingo, 9 de novembro de 2008
Paragominas e seu solo
http://marte.dpi.inpe.br/col/ltid.inpe.br/sbsr/2004/11.19.18.39/doc/3151.pdf
O estudo foi conduzido em áreas de exploração convencional (EC) e exploração manejada (EM),
na região de Paragominas, nordeste do Estado do Pará. Este sítio é coberto por floresta tropical
densa de terra firme em terreno moderadamente ondulado de um planalto residual terciário. Os
solos são do tipo Latossolo Amarelo e Argiloso, sendo também encontrados Plintossolos,
Gleissolos e Neossolos. O clima caracteriza-se com uma estação seca no período de maio a
outubro e chuvoso de novembro a abril, com média anual pluviométrica variando entre 1800 a
2000 mm, e temperatura média anual variando entre 24º e 26º C.
Fonte:
Fonte 2:
5.1.3. Solos
As principais classes de solos, identificados por Silva (1997) na região, são:
Latossolo Amarelo, Podzólico Amarelo e Glei Pouco Húmico, além dos Argissolos
encontrados por Brasil (1973, 1974).
Os Latossolos Amarelos de textura média a muito argilosa são dominantes na
redondeza e os Latossolos e Argissolos encontrados em áreas de relevo plano e
suave ondulado, sem presença de concreções lateríticas, possuem boas
propriedades físicas como profundidade, drenagem, permeabilidade e friabilidade
(BRASIL 1973, 1974).
44
De acordo com Silva (1997), os Latossolos Amarelos são solos minerais, não
hidromórficos, de baixa fertilidade natural, profundos a muito profundos, geralmente
bem drenados; os Podzólicos Amarelos são solos minerais não hidromórficos,
imperfeitamente drenados, muito profundos com baixa fertilidade natural; e Glei
Pouco Húmico são solos minerais, hidromórficos, mal drenados, pouco profundos e,
como os anteriores de baixa fertilidade natural.
Fonte 3:
Fonte 3:
fonte 4:
fonte 5:
O estudo foi conduzido em áreas de exploração convencional (EC) e exploração manejada (EM),
na região de Paragominas, nordeste do Estado do Pará. Este sítio é coberto por floresta tropical
densa de terra firme em terreno moderadamente ondulado de um planalto residual terciário. Os
solos são do tipo Latossolo Amarelo e Argiloso, sendo também encontrados Plintossolos,
Gleissolos e Neossolos. O clima caracteriza-se com uma estação seca no período de maio a
outubro e chuvoso de novembro a abril, com média anual pluviométrica variando entre 1800 a
2000 mm, e temperatura média anual variando entre 24º e 26º C.
Fonte:
Fonte 2:
5.1.3. Solos
As principais classes de solos, identificados por Silva (1997) na região, são:
Latossolo Amarelo, Podzólico Amarelo e Glei Pouco Húmico, além dos Argissolos
encontrados por Brasil (1973, 1974).
Os Latossolos Amarelos de textura média a muito argilosa são dominantes na
redondeza e os Latossolos e Argissolos encontrados em áreas de relevo plano e
suave ondulado, sem presença de concreções lateríticas, possuem boas
propriedades físicas como profundidade, drenagem, permeabilidade e friabilidade
(BRASIL 1973, 1974).
44
De acordo com Silva (1997), os Latossolos Amarelos são solos minerais, não
hidromórficos, de baixa fertilidade natural, profundos a muito profundos, geralmente
bem drenados; os Podzólicos Amarelos são solos minerais não hidromórficos,
imperfeitamente drenados, muito profundos com baixa fertilidade natural; e Glei
Pouco Húmico são solos minerais, hidromórficos, mal drenados, pouco profundos e,
como os anteriores de baixa fertilidade natural.
Fonte 3:
Fonte 3:
fonte 4:
fonte 5:
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Intervozes divulga carta de apoio ao MST
Documento do Ministério Público do Rio Grande do Sul pede que seja declarada a “ilegalidade” do movimento, em uma clara ação de um órgão do Estado brasileiro contra os direitos de liberdade de expressão e de associação
Como outras centenas de entidades e milhares de pessoas de todo o mundo, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social enviou à direção do Movimento Sem-Terra e torna pública carta de apoio à organização em função da tentativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul de declarar ilegal o MST.
Na carta, o Intervozes repudia “essas ações do Estado, que retrocedem aos tempos da ditadura”.
“A liberdade política, o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e manifestação estão sendo atacados no Rio Grande do Sul com a criminalização de lideranças, uso da violência para dispersar manifestações, proibição de marchas, proibição de qualquer deslocamento de famílias acampadas, além da destruição de outros acampamentos, incluindo posto de saúde e escola”, afirma o coletivo no documento.
Veja a íntegra da carta enviada ao MST:
Às/aos companheiras/ os do MST,
Não bastasse a criminalização simbólica dos movimentos sociais cotidianamente por parte da mídia, assistimos agora, entre outras ações, à tentativa de criminalização oficial do MST por parte do Ministério Público do Rio Grande do Sul ao propor a dissolução do movimento.
Repudiamos essas ações do Estado, que retrocedem aos tempos da ditadura. As medidas de repressão ao movimento agora sequer se relacionam com a questão fundiária. Em documentos produzidos pelo MP-RS e pelo serviço de inteligência da Brigada Militar gaúcha vemos que a repressão se justifica com divergências políticas e preconceito ideológico.
Para embasar suas ações repressivas, os promotores destacaram que o MST é anti-capitalista e esquerdista. Mencionaram que o movimento se inspira nas obras de Florestan Fernandes, Paulo Freire, Chico Mendes, José Marti, Che Guevara e Anton Makarenko. Denunciam que o movimento é “político” e que seu objetivo é o socialismo. Afinal, em um estado democrático de direito, tão defendido pela Justiça brasileira, qual a relevância jurídica destas citações em documentos oficiais?
Os mentores desta ação orquestrada, articulados dentro da estrutura de Estado, são explícitos quanto aos seus objetivos: dissolução do MST, quebrar a espinha dorsal do movimento.
A liberdade política, o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e manifestação estão sendo atacados no Rio Grande do Sul com a criminalização de lideranças, uso da violência para dispersar manifestações, proibição de marchas, proibição de qualquer deslocamento de famílias acampadas, além da destruição de outros acampamentos, incluindo posto de saúde e escola.
Para nós, a ação reacionária se torna uma afronta quando, em um país com uma imensa dívida social e educacional, a força do Estado é usada para destruir uma escola de acampamento, ao invés de proteger e contribuir com aqueles que ele historicamente relega.
Entendemos que sem a atuação do MST em seus mais de 20 anos de existência, a reforma agrária no Brasil estaria ainda mais atrasada do que hoje e que o que se conquistou até aqui foi graças à legítima pressão da população organizada por movimentos como o MST.
Como coletivo que luta pela democratização da comunicação, sabemos que a mais nefasta repressão começa por sufocar as idéias, que os mais nefastos conservadores tentam abolir até as possibilidades de idealização daqueles que querem mudanças sociais. A partir daí utilizam toda força do aparato repressivo para impor o silêncio. Por isso, nos esforçamos para alertar a sociedade brasileira sobre esta forte ofensiva conservadora e manifestamos o nosso total apoio e solidariedade ao MST.
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Fonte:
Como outras centenas de entidades e milhares de pessoas de todo o mundo, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social enviou à direção do Movimento Sem-Terra e torna pública carta de apoio à organização em função da tentativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul de declarar ilegal o MST.
Na carta, o Intervozes repudia “essas ações do Estado, que retrocedem aos tempos da ditadura”.
“A liberdade política, o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e manifestação estão sendo atacados no Rio Grande do Sul com a criminalização de lideranças, uso da violência para dispersar manifestações, proibição de marchas, proibição de qualquer deslocamento de famílias acampadas, além da destruição de outros acampamentos, incluindo posto de saúde e escola”, afirma o coletivo no documento.
Veja a íntegra da carta enviada ao MST:
Às/aos companheiras/ os do MST,
Não bastasse a criminalização simbólica dos movimentos sociais cotidianamente por parte da mídia, assistimos agora, entre outras ações, à tentativa de criminalização oficial do MST por parte do Ministério Público do Rio Grande do Sul ao propor a dissolução do movimento.
Repudiamos essas ações do Estado, que retrocedem aos tempos da ditadura. As medidas de repressão ao movimento agora sequer se relacionam com a questão fundiária. Em documentos produzidos pelo MP-RS e pelo serviço de inteligência da Brigada Militar gaúcha vemos que a repressão se justifica com divergências políticas e preconceito ideológico.
Para embasar suas ações repressivas, os promotores destacaram que o MST é anti-capitalista e esquerdista. Mencionaram que o movimento se inspira nas obras de Florestan Fernandes, Paulo Freire, Chico Mendes, José Marti, Che Guevara e Anton Makarenko. Denunciam que o movimento é “político” e que seu objetivo é o socialismo. Afinal, em um estado democrático de direito, tão defendido pela Justiça brasileira, qual a relevância jurídica destas citações em documentos oficiais?
Os mentores desta ação orquestrada, articulados dentro da estrutura de Estado, são explícitos quanto aos seus objetivos: dissolução do MST, quebrar a espinha dorsal do movimento.
A liberdade política, o direito de ir e vir, a liberdade de expressão e manifestação estão sendo atacados no Rio Grande do Sul com a criminalização de lideranças, uso da violência para dispersar manifestações, proibição de marchas, proibição de qualquer deslocamento de famílias acampadas, além da destruição de outros acampamentos, incluindo posto de saúde e escola.
Para nós, a ação reacionária se torna uma afronta quando, em um país com uma imensa dívida social e educacional, a força do Estado é usada para destruir uma escola de acampamento, ao invés de proteger e contribuir com aqueles que ele historicamente relega.
Entendemos que sem a atuação do MST em seus mais de 20 anos de existência, a reforma agrária no Brasil estaria ainda mais atrasada do que hoje e que o que se conquistou até aqui foi graças à legítima pressão da população organizada por movimentos como o MST.
Como coletivo que luta pela democratização da comunicação, sabemos que a mais nefasta repressão começa por sufocar as idéias, que os mais nefastos conservadores tentam abolir até as possibilidades de idealização daqueles que querem mudanças sociais. A partir daí utilizam toda força do aparato repressivo para impor o silêncio. Por isso, nos esforçamos para alertar a sociedade brasileira sobre esta forte ofensiva conservadora e manifestamos o nosso total apoio e solidariedade ao MST.
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Fonte:
sábado, 4 de outubro de 2008
PA: homens explodem banco em tentativa de assalto
Usando explosivos pesados, um grupo de assaltantes armados provocou uma grande explosão em uma agência do Banco do Brasil no município de Ulianópolis, no sudeste do Pará, durante uma tentativa de assalto ocorrida nesta madrugada.
Houve troca de tiros com a Polícia Militar, mas ninguém saiu ferido. Os assaltantes fugiram sem levar nada. Segundo a PM, pelo menos seis homens faziam parte do bando, que estava equipado com armas pesadas, incluindo fuzis e várias pistolas.
- Eles usaram explosivos pesados e provocaram grande destruição na agência. A porta eletrônica foi destruída e até paredes foram pelos ares - disse o coronel PM Ailton Dias.
Uma guarnição da Polícia Militar chegou a trocar tiros com os bandidos, que não conseguiram entrar na agência. - Como houve reação, eles acabaram fugindo e aparentemente não levaram nada - avaliou o policial.
O grupo fugiu em um veículo que dava apoio à ação. - Eles entraram em uma estrada próxima. Ainda houve perseguição, mas eles fugiram - contou o coronel.
Segundo a PM, os bandidos não teriam conseguido levar nada porque o dinheiro estava nos caixas. - De acordo com o gerente, eles não mexeram nos caixas - explicou. O bando está foragido e a agência está fechada para perícia.
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