sexta-feira, 19 de junho de 2009

Primeiro trator 8430 vendido no Pará é entregue em Ulianópolis



O primeiro trator 8430 vendido no estado do Pará foi entregue no dia 29 de agosto ao empresário Davi Resende Soares, no município de Ulianópolis. O comprador é cliente da Agrinorte, concessionário John Deere em Paragominas. O trator 8430 tem motor de 310 cv, sendo o modelo de maior potência da John Deere comercializado no Brasil.

A entrega técnica foi realizada com a presença do filho de Davi Resende, Lindomar Resende, que já possui 14 tratores John Deere, além de uma plantadeira 9200 e uma colheitadeira 1550. A entrega do equipamento contou com a presença do coordenador de vendas da John Deere Luiz Henrique Medeiros, o gerente de Peças da Agrinorte José Carlos, o gerente de Serviços Jorge Marcelo Felten e o CEN Bruno Fernandes.

http://www.deere.com.br/pt_BR/ag/news/2007/09/news_04_09_07_iii.html

Produtores do Pará também participam do Tratoraço

http://www.cna.org.br/site/noticia.php?n=6373

As principais reivindicações dos produtores paraenses que participam do Tratoraço - o Alerta do Campo são a regularização fundiária das propriedades rurais do Estado e a comercialização da safra, já que os estoques de milho e arroz estão muito altos, segundo o diretor da Federação da Agricultura do Estado do Pará (FAEPA) e presidente da comissão organizadora do tratoraço no Pará, Agamenon Menezes. Ele explica que 60% das propriedades rurais do Pará não têm titulação porque há mais de 20 anos o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não regulariza áreas maiores de 100 hectares. "Sem a regularização, o produtor rural não consegue financiamento do crédito rural para a safra e isso agrava a situação".

O principal problema para os produtores de arroz, de acordo com o representante do Sindicato Rural de Santarém (Sirsan), Luiz Assunção, é a concorrência predatória do produto importado do Suriname, com preço de venda de R$ 20,00, abaixo do custo de produção local, de R$ 23,00 a saca. Já com o milho, o problema é a concorrência interna de alguns estados do Nordeste, incentivada pelo próprio governo. Agamenon Menezes diz que, em Paragominas, por exemplo, há um estoque de 600 mil toneladas, sem preço de comercialização. "E sem comercializar a produção, não há como comprar os insumos necessários para a próxima safra".

O presidente da comissão organizadora estadual do Tratoraço disse que a comitiva dos produtores paraenses em Brasília conta com 70 produtores. A exemplo de outros estados do País, os produtores do Pará também defendem medidas como o seguro agrícola, defesa sanitária e melhoria da infra-estrutura. "Nós precisamos melhorar muito a situação das nossas rodovias. Também precisamos ampliar e tornar operacionalmente mais eficiente o nosso sistema portuário".

http://www.sober.org.br/palestra/9/728.pdf

http://www.direito2.com.br/asen/2005/jun/28/liderancas-do-tratoraco-participarao-de-audiencia-publica

http://www.sulrural.com.br/pdf/2005-07-08e09.pdf

CEM ANOS DE DEVASTAÇÃO



Cem anos de devastação: revisitada 30 anos depois/Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas: Mauro Antônio Moraes Victor... [et al.]. – Brasília:
Ministério do Meio Ambiente, 2005.72 p, 23 cm.
1. Floresta Tropical. 2. Impacto ambiental. 3. Desmatamento.
I. Victor, Mauro Antônio Moraes. II. Brasil. Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. III. Série.

http://www.fepaf.org.br/DownCount_Default.aspx?arq=165

terça-feira, 16 de junho de 2009

Chuvas causam prejuízo de 40% na safra de grãos do Pará



BELÉM - O excesso de chuvas no Pará nos últimos dois meses causará prejuízo de até 40% na colheita da safra de grãos deste ano, como arroz, feijão, milho e soja. A estimativa é dos grandes produtores paraenses e especialistas da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). De acordo com eles, o percentual de perda será maior nas áreas onde a colheita é realizada mecanicamente. As informações são do Portal ORM.

Segundo o gerente de Grãos e Tubérculos da secretaria, Ribamar Nogueira, são os produtores que utilizam máquinas para colher a produção que terão os maiores prejuízos. Isso porque, segundo o gerente, o excesso de chuvas prejudicou o solo das lavouras e agora é impossível utilizar o maquinário para a colheita com o solo em condições arriscadas.

Ribamar ressalta que os pequenos produtores não terão tantos prejuízos quanto os grandes agricultores. No entanto, a perda será para todos.

- Os que fazem a colheita manualmente não terão tantos prejuízos, mas todos vão acabar sentindo a perda- , diz Nogueira em entrevista do Portal ORM, acrescentando que a colheita foi programada para os meses de maio e junho por conta, principalmente, da pouca chuva que cai no Estado neste período.

O gerente regional da Sagri em Paragominas, Cláudio Oliveira, afirma que mais de 50 grandes produtores do município tiveram sua produção afetada pelo excesso de chuvas. Segundo ele, este tipo de prejuízo nunca tinha acontecido antes. 'Sempre temos uma margem de perda, mas não é nada muito grande. É a primeira vez que o prejuízo acontece por conta da chuva', lamenta Oliveira.

Os problemas climáticos não afetaram apenas a produção paraense de grãos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2008/2009 deverá ficar em torno de 134,1 milhões de toneladas, o que representa uma perda de quase 10 milhões de toneladas em todo o País.

Fonte: Com informações do Portal ORM - AL

Uma nova fase da pecuária brasileira


http://www.amazonia.org.br/arquivos/259381.pdf

http://www.amazonia.org.br/arquivos/313478.pdf

http://www.greenpeace.org.br/gado/FARRAweb.pdf

http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/gado

sábado, 13 de junho de 2009

Origem dos Murundus: uma questão em aberto!

Os Murundus são geoformas (formas do terreno ou unidades do relevo) encontradas em diversas áreas do território brasileiro, bem como na África (sabendo-se que os da África possuem dimensões muito maiores). Segundo o Dicionário Aurélio, murundu significa montículo, morrote, outeiro. Trata-se de pequenas elevações do terreno, cujo formato tem a semelhança de uma seção esférica ou meia laranja, com variada convexidade, cujas configurações podem variar de arredondadas a elípticas. Geralmente não passam de três metros de altura. A maioria possui menos de dois metros. Segundo alguns autores, sua base pode atingir até 15 metros de diâmetro. Ocorrem de forma abundante em determinadas áreas, formando campos de murundus.

Para quem nunca viu, ou notou, um ambiente desses, o aspecto da área é semelhante àquele que se tem quando se observa à distância uma área de aterros, comuns nas obras de engenharia civil, em que os caminhões depositam suas cargas em uma sequência de vários montículos de terra. A imagem é mais ou menos essa.

A gênese dos murundus é um objeto de discussão na Ciência do Solo, pois ainda não há um consenso a esse respeito. Simplificadamente, a questão é a seguinte:

Alguns autores defendem a origem predominantemente geomorfológica dos murundus, portanto seriam relevos residuais, ou seja, a dissecação (erosão) diferencial do terreno seria a sua principal causa. A erosão diferencial, em linhas gerais, é aquela que, em uma unidade de área, remove preferencialmente determinadas seções da superfície de forma mais acentuada, deixando outras para trás. Ou seja, rebaixa o nível do terreno de forma desigual, deixando alguns "núcleos" que formam os morros da paisagem que vemos.

Outros autores defendem a origem biológica, que seria promovida pela mesofauna, principalmente pelos térmitas (cupins), de forma geralmente cumulativa, um ninho sobre o outro, com alguma contribuição indireta da fauna de predadores desses organismos. Assim, os montículos seriam ninhos abandonados (fósseis) de térmitas, bem como grandes termiteiros ainda ativos que podem ser observados em alguns casos. Ambos oferecendo alguma resistência aos processos erosivos de superfície.

Os defensores da origem geomorfológica argumentam que, em algumas áreas, principalmente nas vertentes de vales, não existem evidências de ação da mesofauna, como canais ou restos da estrutura dos ninhos de térmitas. A morfologia interna dos montículos em tais áreas se assemelha àquela dos Latossolos. Além disso, os murundus tendem a ter uma concordância de topos, isto significa que suas partes mais elevadas têm alturas mais ou menos concordantes, sugerindo uma superfície regular que sofreu erosão diferencial.

Os defensores da origem biológica argumentam que, em muitos casos, principalmente em depressões fechadas, existem evidências da ação biológica da mesofauna, justamente canais e restos da estrutura de termiteiros. O interior desses murundus apresenta uma organização estrutural característica dos ninhos de térmitas. Além do fato de que podemos encontrar montículos com termiteiros ainda ativos. Tais autores apontam, entre outros argumentos contrários à origem geomorfológica, que sob uma dinâmica de erosão diferencial tais elevações deveriam ser, preferencialmente, mais alongadas no sentido da declividade do terreno e aqueles murundus das partes mais elevadas deveriam ser menores do que os das cotas mais baixas, o que não parece ser o caso, principalmente o fato de que a hipótese geomorfológica não explica a ocorrência de murundus em depressões fechadas.

Até prova em contrário, parece-me mais plausível a origem biológica. Pois, mesmo naqueles casos em que não há evidências da ação biológica, onde a estrutura interna dos murundus assemelha-se à dos Latossolos, acredito que não podemos descartar a ação dos térmitas. Neste caso, a ausência de evidência não implica necessariamente em evidência de ausência. O ambiente, favorável à gênese dos Latossolos, pode ter favorecido a latolização daquela unidade do relevo "apagando" as evidências da ação biológica. Neste sentido, seria interessante datar as diversas áreas, observar se há diferenças de idade geológica, diferenças paleoclimáticas, diferenças ou semelhanças na micromorfologia e outras razões que poderiam promover a evolução diferencial de pedogênese entre elas, ou seja, fazendo com que em alguns murundus, mais envelhecidos, não existam mais vestígios da ação biológica. É apenas uma especulação.

Aos interessados, isso dá uma boa tese de doutorado. Embora já existam alguns trabalhos tratando do assunto, a dúvida ainda persiste.

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segunda-feira, 1 de junho de 2009